sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

POLICIAL MILITAR É ATINGIDO POR TIRO DE RASPÃO DURANTE TENTATIVA DE ASSALTO A FARMÁCIA PAGUE MENOS DA AVENIDA ADÉLIA FRANCO.

Foto:  Grupo do WhatsApp

Na noite desta sexta-feira, dia 12, três marginais em um veículo Hyundai I30, cor preta, tentaram assaltar a Farmácia Pague Menos da Avenida Adélia Franco, situada próximo ao Colégio Gonçalo Rollemberg, bairro Grageru, cujo local encontrava-se o Subtenente Samuel Evangelista de Almeida, o qual estava fardado e tão logo visualizaram o militar, os assaltantes atiraram contra o mesmo, que revidou, chegando a ferir um deles e que segundo informações, está sangrando muito, vindo todos a fugir do local no automóvel citado.

O militar foi alvejado de raspão na barriga e no carregador da sua pistola, sendo encaminhado para receber atendimento médico.

Diversas viaturas estão na região tentando localizar o veículo e os marginais, bem como, estão verificando os hospitais, haja visto que uma dos assaltantes foi atingido e deve necessitar de atendimento médico, pois como já relatado, fugiu sangrando muito.

Matéria do blog Espaço Militar

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DECIDE QUE POLICIAL MILITAR NÃO PODE SER IMPEDIDO DE PROMOÇÃO POR RESPONDER PROCESSO NA JUSTIÇA.


Recurso Extraordinário RE 782649-MS do STF.

Conforme decisão do Ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal, ação penal em curso, independente da gravidade do delito, não pode impedir a promoção de policial militar, mesmo que o impedimento esteja previsto em lei, sob pena de afrontar os princípios constitucionais da legalidade e da presunção de inocência.

Confiram a decisão abaixo:

STF - RECURSO EXTRAORDINÁRIO : RE 782649 MS

Dados Gerais

Processo: RE 782649 MS
Relator(a): Min. CELSO DE MELLO
Relator(a): Min. CELSO DE MELLO
Julgamento: 19/12/2013
Publicação: DJe-022 DIVULG 31/01/2014 PUBLIC 03/02/2014
Parte(s): ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
JOÃO DA SILVA SOARES
IVAN GIBIM LACERDA E OUTRO(A/S)
SECRETÁRIO DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DE MATO GROSSO DO SUL
PRESIDENTE DA COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL
ELAINE CRISTINA RIBEIRO DA SILVA

Decisão

POLÍCIA MILITAR DE MATO GROSSO DO SUL. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR INDEFERIDA, PELO FATO DE EXISTIR, CONTRA ELE, PROCEDIMENTO PENAL EM FASE DE TRAMITAÇÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. TRANSGRESSÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO.- A recusa administrativa de promover policial militar, motivada, unicamente, pelo fato de haver sido instaurado, contra ele, procedimento penal, inexistindo, contudo, condenação criminal transitada em julgado, transgride, de modo direto, a presunção constitucional de inocência, consagrada no art. 5º, inciso LVII, da Lei Fundamental da República. Precedentes.- O postulado constitucional da presunção de inocência impede que o Poder Público trate, como se culpado fosse, aquele que ainda não sofreu condenação penal irrecorrível. Precedentes. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, está assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA – ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE DE ATO NORMATIVO E ADMINISTRATIVO QUE IMPEDE PROMOÇÃO DE MILITAR QUE RESPONDE A AÇÃO PENAL COMUM DOLOSA – ACOLHIDO – ORDEM CONHECIDA.” O Estado de Mato Grosso do Sul, ao insurgir-se contra esse julgamento, sustenta que a Corte judiciária local teria desrespeitado o art. 5º, inciso LVII, da Constituição, pois a parte ora recorrente entende possível a recusa de promoção de policial militar nos casos em que o interessado esteja sofrendo procedimento penal, embora inexistindo, contra ele, condenação criminal transitada em julgado: “Vale dizer, não se cuida de se concluir pela inocência sob qualquer ângulo, e sim de não considerar o indivíduo culpado no processo criminal, o que significa, em ‘ultima ratio’ que não se pode apenar o indivíduo pelo cometimento de um crime sem que haja sentença condenatória trânsita. Mas também quer dizer não ser possível afirmar ser o réu inocente das acusações, até porque o juízo competente para assim dizer é o da ação condenatória. Assim, até que sobrevenha o trânsito em julgado de ação condenatória, pode-se afirmar que o réu ainda não é culpado, mas não se pode dizer que é inocente.” Sendo esse o contexto, passo a examinar a controvérsia suscitada nesta sede processual. E, ao fazê-lo, entendo revelar-se absolutamente inviável o presente recurso extraordinário, eis que a pretensão jurídica deduzida pelo Estado de Mato Grosso do Sul, ela sim, mostra-se colidente com a presunção constitucional de inocência, que se qualifica como prerrogativa essencial de qualquer cidadão, impregnada de eficácia irradiante, o que a faz projetar-se sobre todo o sistema normativo, consoante decidiu o Supremo Tribunal Federal em julgamento revestido de efeito vinculante (ADPF 144/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Com efeito, a controvérsia suscitada na presente causa já foi dirimida, embora em sentido diametralmente oposto ao ora sustentado pelo Estado de Mato Grosso do Sul, por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, que, em diversos julgados,reafirmaram a aplicabilidade, no âmbito da Administração Pública, da presunção constitucional do estado de inocência: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE PENITENCIÁRIO DO DF. INVESTIGAÇÃO SOCIAL E FUNCIONAL. SENTENÇA PENAL EXTINTIVA DE PUNIBILIDADE. OFENSA DIRETA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. MATÉRIA INCONTROVERSA. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279. AGRAVO IMPROVIDO. I – Viola o princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, a exclusão de candidato de concurso público que foi beneficiado por sentença penal extintiva de punibilidade. II – A Súmula 279 revela-se inaplicável quando os fatos da causa são incontroversos, tendo o Tribunal ‘a quo’ atribuído a eles conseqüências jurídicas discrepantes do entendimento desta Corte. III - Agravo regimental improvido.” (RE 450.971-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei)“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. MAUS ANTECEDENTES. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a eliminação do candidato de concurso público que esteja respondendo a inquérito ou ação penal, sem pena condenatória transitada em julgado, fere o princípio da presunção de inocência. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 741.101-AgR/DF, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Cumpre ressaltar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos, monocráticos e colegiados, proferidos, por esta Corte, a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (RTJ 177/435,Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 424.855/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES – RE 559.135- -AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Concurso público. Polícia Militar. Candidato respondendo a ação penal. Exclusão do certame. Violação ao princípio da presunção da inocência. 4. Ausência de prequestionamento quanto aos demais artigos suscitados. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 487.398-AgR/MS, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei)“CONCURSO PÚBLICO. INVESTIGAÇÃO SOCIAL. VIDA PREGRESSA DO CANDIDATO. EXISTÊNCIA, CONTRA ELE, DE PROCEDIMENTO PENAL. EXCLUSÃO DO CANDIDATO. IMPOSSIBILIDADE. TRANSGRESSÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII).RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. - A exclusão de candidato regularmente inscrito em concurso público, motivada, unicamente, pelo fato de haver sido instaurado, contra ele, procedimento penal, sem que houvesse, no entanto, condenação criminal transitada em julgado, vulnera, de modo frontal, o postulado constitucional do estado de inocência, inscrito no art. 5º, inciso LVII, da Lei Fundamental da República. Precedentes.” (RE 634.224/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Essa orientação, firmada pelo Supremo Tribunal Federal, apoia-se no fato de que a presunção de inocência – que se dirige ao Estado, para impor limitações ao seu poder, qualificando-se, sob tal perspectiva, como típica garantia de índole constitucional, e que também se destina ao indivíduo, como direito fundamental por este titularizado representa uma notável conquista histórica dos cidadãos, em sua permanente luta contra a opressão do poder. O postulado do estado de inocência, ainda que não se considere como presunção em sentido técnico, encerra, em favor de qualquer pessoa sob persecução penal, o reconhecimento de uma verdade provisória, com caráter probatório, que repele suposições ou juízos prematuros de culpabilidade, até que sobrevenha – como o exige a Constituição do Brasil – o trânsito em julgado da condenação penal. Só então deixará de subsistir, em favor da pessoa condenada, a presunção de que é inocente. Há, portanto, um momento claramente definido no texto constitucional, a partir do qual se descaracteriza a presunção de inocência, vale dizer, aquele instante em que sobrevém o trânsito em julgado da condenação criminal. Antes desse momento –insista-se –, o Estado não pode tratar os indiciados ou réus como se culpados fossem. A presunção de inocência impõe, desse modo, ao Poder Público, um dever de tratamento que não pode ser desrespeitado por seus agentes e autoridades, tal como tem sido constantemente enfatizado pelo Supremo Tribunal Federal: “O POSTULADO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA IMPEDE QUE O ESTADO TRATE, COMO SE CULPADO FOSSE, AQUELE QUE AINDA NÃO SOFREU CONDENAÇÃO PENAL IRRECORRÍVEL. - A prerrogativa jurídica da liberdade – que possui extração constitucional (CF, art. 5º, LXI e LXV)– não pode ser ofendida por interpretações doutrinárias ou jurisprudenciais, que, fundadas em preocupante discurso de conteúdo autoritário, culminam por consagrar, paradoxalmente, em detrimento de direitos e garantias fundamentais proclamados pela Constituição da República, a ideologia da lei e da ordem. Mesmo que se trate de pessoa acusada da suposta prática de crime indigitado como grave, e até que sobrevenha sentença penal condenatória irrecorrível, não se revela possível – por efeito de insuperável vedação constitucional (CF, art. 5º, LVII)–presumir-lhe a culpabilidade. Ninguém pode ser tratado como culpado, qualquer que seja a natureza do ilícito penal cuja prática lhe tenha sido atribuída, sem que exista, a esse respeito, decisão judicial condenatória transitada em julgado. O princípio constitucional da presunção de inocência, em nosso sistema jurídico, consagra, além de outras relevantes conseqüências, uma regra de tratamento que impede o Poder Público de agir e de se comportar, em relação ao suspeito, ao indiciado,ao denunciado ou ao réu, como se estes já houvessem sido condenados, definitivamente, por sentença do Poder Judiciário. Precedentes.” (HC 95.886/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mostra-se importante acentuar que a presunção de inocência não se esvazia progressivamente, à medida em que se sucedem os graus de jurisdição, a significar que, mesmo confirmada a condenação penal por um Tribunal de segunda instância (ou por qualquer órgão colegiado de inferior jurisdição), ainda assim subsistirá, em favor do sentenciado, esse direito fundamental, que só deixa de prevalecer – repita-se – com o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Vale referir, no ponto, a esse respeito, a autorizada advertência do eminente Professor LUIZ FLÁVIO GOMES, em obra escrita com o Professor VALÉRIO DE OLIVEIRA MAZZUOLI (“Direito Penal – Comentários à Convenção Americana sobre Direitos Humanos/Pacto de San José da Costa Rica”, vol. 4/85-91, 2008, RT): “O correto é mesmo falar em princípio da presunção de inocência (tal como descrito na Convenção Americana), não em princípio da não-culpabilidade (esta última locução tem origem no fascismo italiano, que não se conformava com a idéia de que o acusado fosse, em princípio, inocente). Trata-se de princípio consagrado não só no art. 8º, 2, da Convenção Americana senão também (em parte) no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, segundo o qual toda pessoa se presume inocente até que tenha sido declarada culpada por sentença transitada em julgado. Tem previsão normativa desde 1789, posto que já constava da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Do princípio da presunção de inocência (‘todo acusado é presumido inocente até que se comprove sua culpabilidade’) emanam duas regras: (a) regra de tratamento e (b) regra probatória. ‘Regra de tratamento’: o acusado não pode ser tratado como condenado antes do trânsito em julgado final da sentença condenatória (CF, art. 5º, LVII). O acusado, por força da regra que estamos estudando, tem o direito de receber a devida ‘consideração’ bem como o direito de ser tratado como não participante do fato imputado. Como ‘regra de tratamento’, a presunção de inocência impede qualquer antecipação de juízo condenatório ou de reconhecimento da culpabilidade do imputado, seja por situações, práticas, palavras, gestos etc., podendo-se exemplificar: a impropriedade de se manter o acusado em exposição humilhante no banco dos réus, o uso de algemas quando desnecessário, a divulgação abusiva de fatos e nomes de pessoas pelos meios de comunicação, a decretação ou manutenção de prisão cautelar desnecessária, a exigência de se recolher à prisão para apelar em razão da existência de condenação em primeira instância etc. É contrária à presunção de inocência a exibição de uma pessoa aos meios de comunicação vestida com traje infamante (Corte Interamericana, Caso Cantoral Benavides, Sentença de 18.08.2000, parágrafo 119).” (grifei) Disso resulta, segundo entendo, que a consagração constitucional da presunção de inocência como direito fundamental de qualquer pessoa há de viabilizar, sob a perspectiva da liberdade, uma hermenêutica essencialmente emancipatória dos direitos básicos da pessoa humana, cuja prerrogativa de ser sempre considerada inocente, para todos e quaisquer efeitos, deve atuar, até o superveniente trânsito em julgado da condenação judicial, como uma cláusula de insuperável bloqueio à imposição prematura de quaisquer medidas que afetem ou que restrinjam, seja no domínio civil, seja no âmbito político, a esfera jurídica das pessoas em geral. Nem se diga que a garantia fundamental de presunção de inocência teria pertinência e aplicabilidade unicamente restritas ao campo do direito penal e do direito processual penal. Torna-se importante assinalar, neste ponto, que a presunção de inocência, embora historicamente vinculada ao processo penal, também irradia os seus efeitos, sempre em favor das pessoas, contra o abuso de poder e a prepotência do Estado,projetando-os para esferas não criminais, em ordem a impedir, dentre outras graves consequências no plano jurídico – ressalvada a excepcionalidade de hipóteses previstas na própria Constituição –, que se formulem, precipitadamente, contra qualquer cidadão, juízos morais fundados em situações juridicamente ainda não definidas (e, por isso mesmo, essencialmente instáveis) ou, então, que se imponham, ao réu, restrições a seus direitos, não obstante inexistente condenação judicial transitada em julgado. O que se mostra relevante, a propósito do efeito irradiante da presunção de inocência, que a torna aplicável a processos (e a domínios) de natureza não criminal, é a preocupação, externada por órgãos investidos de jurisdição constitucional, com a preservação da integridade de um princípio que não pode ser transgredido por atos estatais – como a exclusão de concurso público ou de cursos de formação ou, ainda, a recusa de promoção motivada pela mera existência de procedimento penal em andamento contra o interessado – que veiculem, prematuramente, medidas gravosas à esfera jurídica das pessoas, que são, desde logo, indevidamente tratadas, pelo Poder Público, como se culpadas fossem, porque presumida, por arbitrária antecipação fundada em juízo de mera suspeita, a culpabilidade de quem figura, em processo penal ou civil, como simples réu! Cabe referir, por extremamente oportuno, que o Supremo Tribunal Federal, em julgamento plenário (RE 482.006/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), e interpretando a Constituição da República, fez prevalecer, em sua decisão, essa mesma diretriz – que faz incidir a presunção constitucional de inocência também em domínio extrapenal –, explicitando que esse postulado constitucional alcança quaisquer medidas restritivas de direitos, independentemente de seu conteúdo ou do bloco que compõe, se de direitos civis ou de direitos políticos. A exigência de coisa julgada, tal como estabelecida no art. 5º, inciso LVII, de nossa Lei Fundamental, representa, na constelação axiológica que se encerra em nosso sistema constitucional, valor de essencial importância na preservação da segurança jurídica e dos direitos do cidadão. Mostra-se relevante acentuar, por isso mesmo, o alto significado que assume, em nosso sistema normativo, a coisa julgada, pois, ao propiciar a estabilidade das relações sociais, ao dissipar as dúvidas motivadas pela existência de controvérsia jurídica (“res judicata pro veritate habetur”) e ao viabilizar a superação dos conflitos, culmina por consagrar a segurança jurídica, que traduz, na concreção de seu alcance, valor de transcendente importância política, jurídica e social, a representar um dos fundamentos estruturantes do próprio Estado democrático de direito. Em suma: a submissão de uma pessoa a meros inquéritos policiais – ou, ainda, a persecuções criminais de que não haja derivado, em caráter definitivo, qualquer título penal condenatório – não se reveste de suficiente idoneidade jurídica para autorizar a formulação, contra o indiciado ou o réu, de juízo (negativo) de maus antecedentes, em ordem a recusar, ao que sofre a “persecutio criminis”, o acesso a determinados benefícios legais ou o direito de participar de concursos públicos ou de cursos de formação: “PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE NÃO CULPABILIDADE (CF, ART. 5º, LVII). MERA EXISTÊNCIA DE INQUÉRITOS POLICIAIS EM CURSO (OU ARQUIVADOS), OU DE PROCESSOS PENAIS EM ANDAMENTO, OU DE SENTENÇA CONDENATÓRIA AINDA SUSCETÍVEL DE IMPUGNAÇÃO RECURSAL. AUSÊNCIA,EM TAIS SITUAÇÕES, DE TÍTULO PENAL CONDENATÓRIO IRRECORRÍVEL. CONSEQÜENTE IMPOSSIBILIDADE DE FORMULAÇÃO, CONTRA O RÉU, COM BASE EM EPISÓDIOS PROCESSUAIS AINDA NÃO CONCLUÍDOS, DE JUÍZO DE MAUS ANTECEDENTES. PRETENDIDA CASSAÇÃO DA ORDEM DE ‘HABEAS CORPUS’. POSTULAÇÃO RECURSAL INACOLHÍVEL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO. - A formulação, contra o sentenciado, de juízo de maus antecedentes, para os fins e efeitos a que se refere o art. 59 do Código Penal, não pode apoiar-se na mera instauração de inquéritos policiais (em andamento ou arquivados), ou na simples existência de processos penais em curso, ou, até mesmo, na ocorrência de condenações criminais ainda sujeitas a recurso. É que não podem repercutir, contra o réu, sob pena de transgressão ao postulado constitucional da não culpabilidade (CF, art. 5º, LVII), situações jurídico-processuais ainda não definidas por decisão irrecorrível do Poder Judiciário, porque inexistente, em tal contexto, título penal condenatório definitivamente constituído. Doutrina. Precedentes.” (RE 464.947/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tal entendimento – que se revela compatível com a presunção constitucional “juris tantum” de inocência (CF, art. 5º, LVII)– ressalta, corretamente, e com apoio na jurisprudência dos Tribunais (RT 418/286 – RT 422/307 – RT 572/391 – RT 586/338), que processos penais em curso, ou inquéritos policiais em andamento ou, até mesmo, condenações criminais ainda sujeitas a recurso não podem ser considerados, enquanto episódios processuais suscetíveis de pronunciamento judicial absolutório, como elementos evidenciadores de maus antecedentes do réu (ou do indiciado) ou justificadores da adoção, contra eles ou o interessado, de medidas restritivas de direitos. É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já decidiu, por unânime votação, que “Não podem repercutir, contra o réu, situações jurídico-processuais ainda não definidas por decisão irrecorrível do Poder Judiciário, especialmente naquelas hipóteses de inexistência de título penal condenatório definitivamente constituído” (RTJ 139/885, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Concluindo: o exame da presente causa evidencia que o acórdão ora impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em análise, o que desautoriza, por completo, a postulação recursal deduzida pelo Estado de Mato Grosso do Sul. Sendo assim, e pelas razões expostas, conheço do presente recurso extraordinário, para negar-lhe provimento. Publique-se. Brasília, 19 de dezembro de 2013. Ministro CELSO DE MELLORelator.

Fonte:  STF

4ª CIA/8º BPM DIVULGA BALANÇO DA OPERAÇÃO CARNAVAL NA BARRA DOS COQUEIROS.






Do dia 06 até o dia 09 deste mês, a 4ª CIA/8º BPM efetuou policiamento ostensivo direcionado ao Carnaval da Barra dos Coqueiros, com as viaturas do serviço diário, objetivando garantir a tranquilidade necessária para que a população do município, bem como os turistas, transitassem em toda extensão do evento carnavalesco com segurança.

Nesse período a Policia Militar conseguiu efetuar a apreensão de 04 (quatro) sons de mala, 27 (vinte sete) auto de infrações, 04 (quatro) comprovantes de recolhimento, 01 (uma) CRLV apreendida, 01 (uma) CNH apreendida, 04 (quatro) veículos apreendidos.

O Comandante da 4ª/8º BPM, 1º Tenente Adiel, falou da importância de ações policiais em períodos festivos no município da Barra dos Coqueiros:  "através dessas ações policiais direcionadas aos festejos, a policia militar consegui inibir práticas delituosas, trazendo tranqüilidade para os foliões e turistas que visitam o município nesse período".

DELEGADO ESCLARECE PRISÃO DE POLICIAL CIVIL QUE PARTICIPOU DE FALSO SEQUESTRO.

Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubo e Furto de Veículos (DERFV), elucidou um falso sequestro-relâmpago, resultante em uma tentativa de homicídio, simulado em outubro de 2015. Igor Alexandre Nascimento de Jesus, mandante do crime, arquitetou um falso crime para conquistar o coração de uma jovem de 21 anos. Foram presos, além de Igor, o executor Emílio Valter de Menezes e e o policial civil Hamilton Correia Santos.

De acordo com o delegado Thiago Leandro, a elucidação, intitulada ´Operação Romeu´, iniciou com o registro do boletim de ocorrência por parte do mandante Igor, comunicando o sequestro-relâmpago e o roubo do veículo. O pontapé das investigações iniciou quando a vítima relatou que mandaram eles se abraçarem para morrer juntos, o que demonstrou ter algo passional na ocorrência, relata.

Segundo as investigações, Igor teria pago R$ 1.800 para que Hamilton [servidor público da Secretaria de Segurança Pública, enquadrado como policial civil] contratasse uma pessoa para executar o crime. Emílio foi instruído sobre o que deveria ser feito. “Eles combinaram tudo. Hamilton passou para Emílio o endereço da vítima e o horário em que Igor iria se encontrar com ela. Igor marcou com Emílio para que eles se encontrassem em uma agência bancária, e lá mesmo, Emílio anunciaria o suposto sequestro”, destaca o delegado.

Entretanto, não ficou claro para o executor que seria apenas uma simulação para que Igor pudesse se passar perante a vítima, como herói, entendendo que a morte da jovem deveria ocorrer. O falso crime ocorreu nas proximidades de uma agência bancária situada na Praça Fausto Cardoso. Conforme comenta o delegado, inicialmente eles foram conduzidos para uma garagem próxima ao local, momento em que Emílio tentou atirar contra a jovem, após mandar Igor e a vítima se abraçar, porém a munição não deflagrou. A partir daí, o mandante não possuía mais o controle da situação e foram levados a uma propriedade rural em Areia Branca, quando ela recebeu um disparo contra a coxa que quebrou o fêmur.

Fechamos o caso. Apreendemos o outro carro que estava envolvido na ocorrência também, representamos pela prisão temporária dos acusados e já pedimos a prisão preventiva. Emílio Valter tem mandado de prisão em aberto pelo município de Santos, em São Paulo, por porte ilegal de arma e o policial Hamilton Correia responde um processo em liberdade na comarca de Itabaiana, conclui Thiago Leandro.

Fonte: SSP

SUSPEITO MORRE EM TROCA DE TIROS COM A PM EM ITABAIANA.


Um homem morreu e um adolescente foi apreendido nesta quinta-feira (11), no município de Itabaiana durante uma operação policial. Suspeito atirou contra os policiais e acabou sendo alvejado

Um homem identificado como Fábio Santos de Jesus, morreu após trocar tiros com policiais militares na tarde desta quinta-feira. As informações são de que uma guarnição realizava patrulhamento no bairro Bananeira, quando avistou dois homens em uma motoneta em atitude suspeita.

Logo em seguida, os militares deram ordem de parada para a dupla que desobedeceu à ordem de parada e empreendeu fuga, abandonando a motoneta e fugindo à pé.  Poucos metros após, um deles (adolescente) se rendeu e o outro continuou a fuga, chegando a invadir um estabelecimento comercial onde teria feito disparos contra os militares.

Os policiais revidaram os tiros e Fábio acabou sendo atingido no abdômen. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) e levado para o Hospital Regional de Itabaiana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além do adolescente, os policias apreenderam o ciclomotor que a dupla usava e também um revólver de calibre 38, com quatro munições intactas e duas deflagradas.

Fonte:  Faxaju

O BLOG ESPAÇO MILITAR PARABENIZA O SOLDADO PM JORGE HENRIQUE PELO SEU ANIVERSÁRIO.



O blog Espaço Militar parabeniza o soldado PM Jorge Henrique pelo transcurso do seu aniversário nesta sexta, dia 12, rogando a Deus que o abençoe cada vez mais, dando-lhe muita paz, saúde, prosperidade e alegria ao lado dos seus familiares e amigos.

Prestamos a singela homenagem com a mensagem abaixo:

Chegou mais um aniversário seu e hoje estamos aqui para lhe parabenizar.
Aniversariar é se renovar a cada ano, é buscar sempre a evolução que a alma e o corpo precisam.
Neste dia especial, nós gostaríamos de desejar a você, todos os sentimentos bons do mundo.
Feliz aniversário! Que esta data se perdure por muito e longos anos, repletos de felicidades.

O BLOG ESPAÇO MILITAR PARABENIZA O SOLDADO PM MARCUS LUIZ OLIVEIRA POR COMPLETAR MAIS UM ANO DE VIDA.



O blog Espaço Militar parabeniza o soldado PM Marcus Luiz Oliveira pelo transcurso do seu aniversário nesta sexta-feira, dia 12, rogando a Deus que o abençoe cada vez mais, dando-lhe muita paz, saúde, prosperidade e alegria ao lado dos seus familiares e amigos.

Prestamos esta singela homenagem ao amigo:

Hoje estamos aqui lhe enviando esta mensagem para te desejar mil felicidades.
Desejamos que este dia seja de muitas alegrias e que você realize seus desejos.
Que esta data não seja só para trazer alegrias, mas sim para que a passagem de cada ano, você possa aprender as lições que a vida nos oferece.
Mesmos as passagens tristes e alegres sejam passos importantes em sua vida.
Que seus sonhos se transformem em coisas reais.
Feliz Aniversário.

E A FALTA DE SEGURANÇA ATENDE POR MENDONÇA, IUNES E EVERTON? E JACKSON?


Além de tirar a vida de mais um policial, a bandidagem marca o carnaval 2016, assinando mais de 30 homicídios. Segundo a mídia, exatos 32 cadáveres. Metade no solo de Aracaju. Seria uma forma irônica de fechar o atual ciclo do governo Jackson Barreto em se tratando da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe?

Recorro aos botões: e se o governador promover, de fato, as mudanças especuladas, mas não cobrar do seu governo um diagnóstico que explique o fracasso da era Jackson, Mendonça Prado, Maurício Iunes e Everton Santos na SSP é possível mesmo apostar em dias melhores? Não teremos a exibição do mesmo filme de terror só que com atores diferentes? E aí?

Vou mais além: o problema está mesmo no material humano ou na ausência de projeto de governo? O caos repousa no individual ou no coletivo? O que falta para Sergipe ganhar a guerra contra os bandidos? Os erros emergiram no meio do caminho ou o governador já escalou errado, sem antes ter sequer a noção da missão para a qual estava selecionando os, supostamente, melhores?

Sem tais respostas, inclusive para escalar os novos e melhores nomes para enfrentar o mostro de frente, fica difícil acreditar que mude alguma coisa.

Note-se: o mesmo governo, a mesma polícia, os mesmos bandidos e mesma sociedade a clamar por segurança. Aí se exclui Mendonça, Iunes e Everton e está resolvido o problema? A tranquilidade retorna? Assim ao estilo Jeannie é um Gênio? Seria isso? Os problemas de segurança de Sergipe respondem pelos nomes de Mendonça, Iunes e Everton? Por este ângulo, a coerência lembra em tempo: e Jackson? Não estaria a avocar o lugar comum “tirar o braço da seringa?”

É imprescindível Jackson Barreto, cujo governo ainda não conseguiu implementar um projeto eficiente também na área de segurança, não perder mais tempo e cobrar o diagnóstico. Parar de atirar no escuro. Ou se já tem as tais respostas em mãos dividir com a população que custeia não apenas seu salário, mas também os demais vencimentos de todos que têm obrigação de garantir segurança. Jackson precisa emergir publicamente, explicar onde errou e renovar as promessas de soluções. Dar satisfação. É o mínimo que se espera. Muita gente perdeu a vida.

Do jeito que se desenha, contudo, a coisa reside muito nos bastidores. Exclui-se o maior interessado no assunto: o contribuinte.

Que não existe segurança em Sergipe é fato. Ninguém precisa ratificar. Que algo tem que ser feito idem. Mas qualquer governo, minimamente, preocupado com a população tem a obrigação – e não foge – de dar explicações convincentes dos seus passos mais importantes – até para não deixar dúvida da intenção de acertar.

No caso em foco, dado o caos na segurança, o governador não pode passar a ideia que sequer tem discernimento dos reais motivos que levaram o Estado a perder feio para os bandidos, e está promovendo mudanças por promover. Sem levar este juízo a cabo, passa a ideia que fritar Mendonça, Iunes e Everton seria o menor prejuízo. Mais vidas em xeque a parte mais cruel da história.

P.S. Solidariedade à família do professor de educação física assassinado em Aracaju, nas últimas horas.  

Fonte:  Universo Político (Joedson Telles)

E O SERVIDOR, Ó!


Está evidente que o governo de Sergipe não prioriza o funcionalismo.  Além do mais, deixou de enxugar a máquina, promessa feita no começo de 2015. Caso os salários encabeçassem a lista de prioridades, o primeiro compromisso do Executivo seria reservar 48% da receita visando pagar a folha de pessoal para, só depois, se preocupar em dividir entre os demais credores os 52% dos recursos restantes.

Fonte:  Blog do jornalista Adiberto de Souza

BANESE PEDE DESCULPAS POR TER DESCONTADO PARCELA 13º.


O Banese informa que em virtude de uma falha técnica a primeira parcela da antecipação do décimo terceiro salário de 2015 de alguns servidores do Estado foi debitada em duplicidade.

Ainda nesta quinta-feira (11), no entanto, o valor debitado em duplicidade foi estornado e o Banco garante que os servidores não terão qualquer prejuízo financeiro.

O Banese pede desculpas pelos transtornos gerados.

Fonte:  Ascom Banese

Nota do blog:  Interessante como o Banese só erra para tirar da conta, nunca para depositar a mais! Causou sim um grande transtorno aos servidores públicos estaduais que tiveram que se deslocar até a agência onde possui conta para poder saber o que estava acontecendo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

UM DOS ACUSADOS DA MORTE DO CABO JOELITON TINHA SIM CONHECIMENTO DE QUE O MESMO ERA POLICIAL MILITAR, DIFERENTEMENTE DO QUE DIZ A ASCOM DA PMSE.


Em entrevista concedida ao programa Cidade Alerta Sergipe da TV Atalaia na noite desta quinta-feira, dia 11, a assessoria de comunicação da PMSE, afirmou o seguinte:  "... a violência no final de semana é assustadora para todos nós, entretanto nós precisamos enfatizar que neste caso e em outros casos, os marginais não tinham conhecimento de que se tratavam de policiais ..."

Ocorre que, o blog Espaço Militar discorda no que diz respeito ao Cabo Joeliton, onde um dos suspeitos entrevistados no mesmo programa jornalístico desta quarta-feira, dia 10, ao ser indagado pelo jornalista Marcos Couto se conhecia o policial militar, respondeu o seguinte: "... já, já sim, porque ele morava na mesma rua, que ele é conhecido, que conhece meu pai e minha família toda, que mora na rua O ou F, que ele conhece minha família toda e eu conheço ele sim ..."

Confiram as duas entrevistas abaixo, sendo a primeira das ascom da PMSE e a segunda dos suspeitos de assassinarem o Cabo Joeliton e tirem suas conclusões:


Fonte dos vídeos, Cidade Alerta Sergipe/TV Atalaia

Matéria do blog Espaço Militar

SERGIPE ULTRAPASSA LIMITE DA LRF E DEVE ATRASAR PCCV DOS SERVIDORES.

Segundo a Sefaz, a situação é oriunda da perda de R$ 41 milhões do FPE


Sergipe fechou o ano de 2015 com uma das piores situações financeiras do país, é o que demonstra um levantamento feito pela Folha de São Paulo. O governo sergipano está com 47.82% da sua receita liquida comprometido com a folha de pagamento – acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o Governo, essa situação é reflexo da perda de R$ 41 milhões em repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) no mês de janeiro, o que representa 35% a menos do que o previsto.

E a LRF ameaça mais 19 estados que estão em alerta ou no limite máximo, entre eles Rio Grande do Norte, Tocantins, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Alagoas, Goiás, Santa Catarina, Amazonas, Minas Gerais, Bahia, Pará, Roraima, Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia.

No ranking dos estados, Sergipe está em 10º lugar. Os primeiros que estão acima do limite máximo da LRF que é de 49%, é RN com 52.53%, em seguida, TO com 51.67%, MT com 50.20% e RS com 49.18%.

No ano passado, segundo a Folha, os estados arrecadaram quase R$ 30 bilhões a menos do que o esperado, diante a crise econômica e os desajustes no orçamento, além da maioria dos governos terem recebido menos receita com tributos e transferências federais do que o previsto em 2014. E a perspectiva para 2016 não são das melhores para os servidores que devem sofrer, novamente, atrasos em pagamentos. Sergipe é um dos estados que retardaram o pagamento do décimo terceiro salário.

Enquanto isso, os servidores públicos do estado estão em greve e cobram desde 2014 a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que justamente depende da redução dos gastos com a folha de pagamento. O índice de comprometimento do Estado com a folha, que está em 47.82%, precisa estar abaixo de 46.55% para efetivar o PCCV. Isso quer dizer que o índice está acima do Limite Prudencial da Folha de Pagamento. Como afirmou a Secretaria da Fazenda em entrevista recente ao F5 News.

“O governo tem que reduzir cada vez mais esse índice, sair do limite prudencial e com isso fazer a implementação. O Estado continua trabalhando neste sentido de reduzir esse índice em cada quadrimestre”, disse o assessor da secretaria Helber Andrade. No entanto, conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, dados do quarto trimestre do ano passado apontam que houve um aumento desse número quando comparado ao trimestre anterior.

De acordo com relatório disponível no portal da Sefaz na internet, entre julho e setembro, os gastos do governo com folha de pagamento tinham alcançado a marca de 47,65% dos recursos disponíveis, mas entre outubro e dezembro houve pequeno crescimento de 0,17 pontos percentuais. No relatório do último quadrimestre, o Estado gastou, ao longo do ano, mais de R$ 3 bilhões com pessoal. A receita corrente líquida do governo em 2015 foi de pouco mais de R$ 6,3 bilhões. A dívida consolidada líquida é de R$ 4,3 bilhões.

O pior é que se ultrapassa o índice de comprometimento de receita, a LRF prevê uma série de restrições ao Estado, duas delas: fica impedido de fazer contratações, em caso de gastos com pessoal; e tem transferências federais cortadas, se não houver melhora nas contas em até oito meses.

Fonte:  F5 News (Fernanda Araújo)

MILITAR NÃO PODE REGREDIR NA HIERARQUIA NEM PARA TER REMUNERAÇÃO MAIOR.


Um membro das Forças Armadas não pode regredir de patente, nem que seja de um posto não remunerado para um com salário. O entendimento é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que negou recurso de um aspirante a oficial da reserva das Forças Armadas que pretendia reingressar no serviço militar como sargento temporário, mediante concurso público. O Exército destituiu o militar do novo cargo, porque é proibida a regressão hierárquica. A decisão da 4ª Turma foi proferida na última semana.

O ex-combatente iniciou o curso para formação de sargento temporário da 5ª Região Militar em 2014, após ser aprovado em concurso público. Entretanto, teve a sua incorporação anulada por ser reservista não remunerado com patente de aspirante a oficial, superior na hierarquia militar.

O homem ajuizou mandado de segurança com objetivo de ser reintegrado no cargo. Ele alegou que o edital do concurso não proibiu a participação de oficiais da reserva, mas apenas os de carreira. O Comando Militar ponderou ter destacado a impossibilidade da participação de militares em caso de eventual retrocesso de patente.

A Justiça Federal de Curitiba julgou improcedente o pedido do autor, que recorreu contra a decisão no TRF-4.

O tribunal, no entanto, confirmou a sentença de primeiro grau por unanimidade. O relator do processo, juiz federal Sérgio Renato Tejada Garcia, convocado para atuar no TRF-4, ressaltou que o edital foi taxativo ao proibir a participação de aspirantes a oficial no concurso para o preenchimento de vagas em Estágio Básico de Sargentos Temporários, em face da impossibilidade de regressão hierárquica. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

Fonte:  Revista Consultor Jurídico

POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO REALIZA CONCURSO PARA SOLDADO, COM 1.500 VAGAS.


Se você está em busca de um concurso policial no nordeste, uma boa oportunidade é o concurso de soldado da Polícia Militar do Pernambuco, que está prestes a ter o edital lançado.

Ao todo, são 1.500 vagas de nível médio, autorizadas pelo governador pernambucano e com a organizadora já contratada. Veja quais são os requisitos do Concurso Soldado PMPE 2016:

* Ter sido aprovado no concurso público.

* Ter idade máxima de 28 anos completos, no ato da inscrição do concurso.

* Ter concluído ensino médio completo ou correspondente, em instituição de ensino reconhecida nos moldes da legislação federal.

* Ser habilitado para a condução de veículos automotores.

* Possuir altura mínima de 1,65 m para homens e 1,60 m para mulheres.

As disciplinas que caem no concurso são as seguintes:

* Língua Portuguesa

* Matemática

* Geografia

* História

* Conhecimentos de Direito Constitucional

Fonte:  Abordagem Policial

MINISTÉRIO PÚBLICO REQUER QUE SOLDADO DO CORPO DE BOMBEIROS SEJA CONDENADA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, POR SE PASSAR POR BACHARELA APROVADA NA OAB.


O Ministério Público de Sergipe, por intermédio da Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial, ajuizou Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa em face de Luana Andrade de Fraga, soldado do Corpo de Bombeiros de Sergipe. A ACP é inédita em Sergipe.

O MP requer que a Sd BM em questão seja condenada à perda da função pública, ao pagamento de multa no valor de cem vezes o valor da sua remuneração e às penas inclusas no artigo 12, inciso III, da Lei nº 8.429/92, Lei de Improbidade Administrativa.

Consta dos autos, que Luana Andrade de Fraga, no período de julho de 2014 a dezembro de 2015 usou de má-fé e abusou da confiança para a Corporação Militar a qual servia, induzindo em erro os seus superiores, mediante ardil para obtenção de vantagem indevida. A SD falseou informações sobre sua formação acadêmica e, dizendo-se bacharela em Direito com aprovação na OAB, sem o ser, compôs um cargo numa Assessoria do Comando.

Além disso, simulou para si e para sua genitora enfermidades graves e inverídicas, com o propósito de obter a complacência do Comando do Corpo de Bombeiros e de seus colegas de trabalho, na flexibilização do cumprimento integral de seus horários de expediente. Com essas falsas alegações, a militar justificava suas constantes ausências no trabalho e o seu não escalonamento para o serviço operacional na Corporação.

Nos autos da Ação, o Promotor de Justiça Diretor do CAOp da Segurança Pública, João Rodrigues Neto pontuou que, com a descoberta da verdade, foram reveladas a deslealdade da acusada perante a Administração Militar e a violação dos deveres inerentes a todo e qualquer militar, previsto no artigo 30, inciso III do Estatuto da Polícia Militar de Sergipe – aplicável ao Corpo de Bombeiros.

Fonte:  MP/SE

Nota do blog: O Ministério Público deve também investigar como é que o Comando do Corpo de Bombeiros não se cercou das devidas comprovações, como por exemplo, solicitando o devido diploma da militar, acreditando somente em uma afirmação verbal sem a devida comprovação por escrito.

CORONEL IUNES: “NÃO TENHO PROBLEMAS COM SECRETÁRIO. MEU PROBLEMA É COM BANDIDOS".


O comandante da Policia Militar de Sergipe, coronel Mauricio Iunes, continua calado quanto ao suposto desentendimento entre ele e o Secretário de Segurança Pública, Mendonça Prado.

Por conta desse suposto desentendimento, o governador Jackson Barreto que chegou a qualificar como sendo “crise de vaidade”, resolveu anunciar que na próxima semana estará anunciando o nome do novo secretário de segurança pública. Sobre o comando da PM, Jackson disse que essa será uma escolha do novo secretário.

Na manhã desta quinta-feira (11), o coronel Iunes participou de uma entrevista coletiva à imprensa, onde a PM apresentou os resultados da operação carnaval 2016. Ao final da entrevista, os jornalistas não perderam a oportunidade e voltarem a questionar o comandante sobre sua suposta saída do comando e também se havia algum problema com o secretário Mendonça Prado.

Ao ser questionado sobre a hipótese do desentendimento com o secretário, Mauricio Iunes afirmou que “não tenho problemas com secretário. Não há problemas nenhum. Na minha atividade o meu problema é com bandidos e não com pessoas de bem”, afirmou o comandante.

Iunes também não falou sobre como fica sua situação, se continua no comando ou sai. “Especular é coisa para adivinho. Sou soldado, subordinado ao meu chefe, que é o Dr Jackson Barreto, comandante da Polícia Militar”, disse.

Fonte:  Faxaju (Munir Darrage)

IML REGISTA 32 HOMICÍDIOS DURANTE O CARNAVAL DE 2016 EM SERGIPE.

Número é maior que o registrado no mesmo período do ano passado


Várias ocorrências policiais foram registradas durante o Carnaval em Sergipe. Colocado entre os cinco estados mais violentos do país, de acordo com levantamentos do Ministério da Justiça e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de outubro de 2015, Sergipe teve um acréscimo no número de homicídios no feriadão deste ano. Foram 52 corpos, sendo 32 homicídios. No mesmo período do ano passado, houve registro de 21 assassinatos.

No balanço do Instituto Médico Legal (IML), 16 homicídios ocorreram na Grande Aracaju (12 deles na capital). Houve ainda seis mortes por acidentes de trânsito. Nas últimas 24 horas, da quarta de cinzas para esta quinta-feira (11), quatro corpos foram registrados, sendo três homens e uma mulher.  Dois homens, um de 37 anos e outro jovem de 19, foram vítimas de homicídio por arma de fogo. Os crimes ocorreram no povoado Estancinha em Lagarto, e na Rodovia Francisco Teles de Mendonça, em Itabaiana, respectivamente.

Um homem de 52 anos sofreu uma queda, foi encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe, mas não resistiu aos ferimentos. Ele é proveniente da cidade de São Miguel do Aleixo. Uma morte a esclarecer também foi registrada no IML, a mulher de 42 anos morava no bairro Cidade Nova, em Aracaju.

O relatório de terça-feira (9) apontou nove homicídios por arma de fogo e um por arma branca. Sete mortes por arma de fogo foram registradas na segunda-feira (8). No domingo (7) cinco pessoas foram assassinadas, sendo quatro vítimas por arma de fogo e um por arma branca.

Já no sábado (6) foram três por arma de fogo e um por arma branca, e na sexta-feira (5) houve registro de dois homicídios por arma de fogo e um por espancamento.

Fonte:  F5 News

O BLOG ESPAÇO MILITAR PARABENIZA AO SARGENTO BM VALMIR NEVES PELO TRANSCURSO DO SEU ANIVERSÁRIO.



O blog Espaço Militar parabeniza o sargento BM Valmir Neves pelo transcurso do seu aniversário nesta quinta-feira, dia 11, rogando a Deus que o abençoe cada vez mais, dando-lhe muita paz, saúde, prosperidade e alegria, ao lado dos seus familiares e amigos.

Prestamos esta singela homenagem ao amigo:

Feliz aniversário! Hoje é o seu dia especial, mais um ano se completou na sua vida, e por esse motivo você deve se alegrar e festejar. 
Desejamos que você celebre essa data por muitos anos, e que por todos eles nunca lhe falte paz no coração, amor na vida, sorrisos no rosto, companhias maravilhosas e que cada novo dia seja o renovar de uma esperança e um entusiasmo infinitos. Muitas felicidades!

QUEM ANTECIPOU O 13º SALÁRIO DE 2015 E TEVE QUE TOMAR UM EMPRÉSTIMO PARA COBRIR TAL DESPESA JUNTO AO BANESE, ESTÁ TENDO UMA SURPRESA DESAGRADÁVEL.

Mais uma vez o Estado de Sergipe prejudica os servidores públicos.


Na manhã desta quinta-feira, diversos servidores que anteciparam o 13º salário de 2015 e tiveram que contrair novo empréstimo para não ficarem inadimplentes com o Banese, tiveram uma surpresa desagradável, pois ao invés de ser debitada uma só parcela no salário de janeiro de 2016 que está sendo pago hoje, foram lançadas na conta do servidor, duas parcelas de uma só vez, causando mais um transtorno ao servidor público estadual.

O presidente do Banese em entrevista concedida a diversos órgãos da imprensa sergipana, tinha garantido que só seria descontada uma parcela por mês, mas o que o servidor comprovou nesta quinta-feira é que foram debitadas de uma única vez, duas parcelas.

Servidores estaduais que procuraram os gerentes do Banese foram informados que foi detectado o desconto em duplicidade e que estariam procurando resolver, mas sem saber ainda quando e se será devolvido tal valor indevidamente descontado por duas vezes.

Todo este problema só tem um culpado, o Estado de Sergipe, que não pagou em dia o 13º do servidor público e ainda orientou este a tomar um empréstimo que está causando o maior transtorno.

Matéria do blog Espaço Militar

FOLIA SANGRENTA.


Sergipe viveu o Carnaval mais violento da história. Durante os cinco dias de folia ocorreram dezenas de homicídios na capital e interior. A violência foi tamanha que até a imprensa perdeu as contas: o Correio de Sergipe contabilizou 29 homicídios, enquanto o Jornal da Cidade publica hoje que foram 34 assassinatos. É provável que nem a Polícia, atordoada com a ousadia dos criminosos, saiba ao certo o número de crimes ocorridos no estado durante o Carnaval. Socorro!!!!!

Fonte:  Blog do jornalista Adiberto de Souza

Nota do blog:  E ainda dizem que o carnaval do nosso Estado foi tranquilo. Onde?